domingo, 1 de novembro de 2009

Silêncio



Interpretação: Mariana Rodriques
Conto escrito por: Rafael "Avá" Araujo

sábado, 31 de outubro de 2009

Feliz Aniversário

http://arroxeado.blogspot.com/2009/10/feliz-aniversario.html

Interpretação: Paula Del Bosco
Conto escrito por: Raphael Valenti
Direção: Ligia Moro, Rafael Araujo e Wenceslao Loinaz
Edição: Wenceslao Loinaz

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Anúncio Alcoolismo

texto produzido por Ligia Moro, Paula Del Bosco e Rafael Araujo.


     Meu nome é Pedro e eu sou um poste.
     Logo ao amanhecer, Dona Jerezinha passou por mim e foi à padaria comprar pão para o seu marido, como faz há 50 anos.
     Patrícia saiu atrasada de casa e quase perdeu o ônibus, de novo. Bruna levou seus filhos à escola pela mão. Ela é boa mãe. O idiota do Max ainda acha que eu sou banheiro e sempre me deixa um presentinho.
     Um dia como todos os outros. O trânsito foi aumentando, as pessoas foram ficando impacientes e a sinfonia de buzinas se iniciou. para piorar, meu estimado amigo Fábio, o farol, que andava meio doente, resolveu apagar de vez. Nem preciso dizer o quanto o trânsito piorou.
     À medida que a noite se aproximava, o movimento ai diminuindo até que chegou a madrugada. Pessoas bêbadas gritando, carros passando rápido, sem respeitar o farol.
      Foi quando eu senti a pancada. Doeu tanto. Senti meu corpo desmoronar e tudo ficou preto.

Essa é uma história fictícia, mas poderia ser verdade. Dirija com responsabilidade.

Encontro

texto produzido por Rafael Araujo e Wenceslao Loinaz.
baseado em fatos reais...


       No ponto de ônibus, Pedro espera o 362. Outro ônibus chega. A porta se abre e desce Maria. Olhares são trocados e cresce um sorriso no rosto de ambos, que se aproximam e se cumprimentam. Maria então se desculpa e sai, sem perceber que deixara seu celular cair. Pedro o recolhe e o guarda em sua casa, sem querer perdendo o chip...

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Silêncio

Dedicado à Mariana Rodrigues.


Hoje foi um dia e tanto na cidade de São Paulo. Fazia 17 anos, 9 meses e 13 dias que a humanidade não dizia uma palavra. Os bebes nascem e não choram mais. Os jogos de futebol são silenciosos. Não há mais brigas no trânsito, as pessoas não se xingam mais. Simplesmente o ser humano se sensibilizou com o caos que havia antes e resolveu fazer direito. O voto de silêncio foi tão forte que todos perderam a capacidade de falar. Não há mais discursos hipócritas de políticos já que não há mais discursos. As nações finalmente se entenderam. Com a falta da palavra, de alguma forma a humanidade percebeu a sua união. Faz anos que não se falam mais em guerra e o problema da fome foi resolvido.  Dentro desse profundo silêncio, a civilização global se agrupou mais e mais... até hoje.

Ao ouvir a palavra proferida, testemunhas afirmam que o repórter que filmou entrou em choque. As pessoas que estavam ao redor tiveram que ser hospitalizadas. Uma delas alegou através de suas anotações que o som da voz humana arranhou o seu ouvido de tal forma que ela sentiu como se estivesse perdendo a virgindade. As crianças que souberam da novidade passaram o dia inteiro tentando imitar a palavra, mas não conseguiam nada mais que gemidos. A bolsa de valores entrou em crise. Será que com o retorno da palavra a sociedade voltará a ser o que era? Pequenos furtos voltaram a acontecer. As pessoas estavam assustadas. Havia um medo de voltar.

O presidente, surpreso com o acontecimento, teve que cancelar sua viagem. Ele foi à visita do comunicador. A imprensa do mundo inteiro acompanhou o encontro dos dois. O presidente pedia que ele tentasse falar novamente. Nosso amigo tentava, tentava e nada. A torcida estática: esperava, esperava.

O mundo parou.

Com muito esforço, o poeta de uma palavra só, inspira fundo e pronuncia novamente: “Ronaldo”.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

blog para os trabalhos de lip II